Meus amigos, hoje é muito fácil ser roqueiro. Basta ter uma conexão com a Internet, a ‘Bunda Larga’, conhecimentos razoáveis daquela língua que o Bush mal domina e pronto.
Tá tudo ao alcance de um clique - a discografia completa de bandas com nomes obscuros como Sigur Ros ou a nova edição da New Musical Express trazendo a última banda da Inglaterra que vai salvar o rock.
Com um pouco mais de $$$ bancada pelo papi, dá até pra montar uma banda e posar de indie, comprando a guitarrinha Fender com o pedalzinho de efeitos da Boss ou Zoom , tudo plugadinho num Marshall resplandencente.
Tempos mais heróicos foram vividos por este blogueiro quarentão que vos fala. Informação, só nas edições da Som Três ou da finada Pop, e olhe lá; todas sujeitas a erros toscos de tradução, em matérias assinadas por um ainda imberbe Paulo Ricardo - aquele mesmo do ÉRRE-PE-MÊ.
Clipes? Era na TV Cultura, no Som Pop do Kid Vinil. Discos? Se vc não tinha grana pra trazer importado ou pra encarar os sebos, podia esquecer.
Instrumentos??? Hahahahahahaha. Guitarra era a Giannini, ou pros mais pobres,a Rei, modelo Tonante. Você entrava numa loja de discos, e saía com a embalagem gigantesca de papelão denunciando a compra do ‘mico’. Venda geralmente casada com um pedal Sound, brazuca, fundo de quintal, com distorção e - requinte dos requintes - um efeito de sirene de polícia!!!!
Não era de espantar, portanto, nossa completa ignorância sobre o universo inatingível das bandas de rock. Mas que me propiciou, talvez, a oportunidade fazer o primeiro post humorístico, décadas antes dos blogs.
No colegial, éramos a turma dos ‘roqueiros’. E um wannabe que nos rodeava era o Leone, gordinho parecido com o finado Chris Farley. E um tanto garganta. Por isso mesmo comprou um bate-boca daqueles com o Mauricio. Leone cismava que tinha um disco de uma banda chamada ‘Sexy Lady”.
-Traz o disco aqui, se existe.
Ele sempre desconversava e não trazia otal disco. Ou estava emprestado, ou o pai não deixou…
Um dia, tive o estalo. Concordei que existia mesmo a banda. O Mauricio ficou puto comigo, mas chamei ele num canto e contei:
- Fica frio, tô aprontando uma com o Leone…
Ia ser muito divertido… e surpreendente.
(continua)







on Sep 3rd, 2008 at 1:33 am
E olha que coisa hein ? A gente nem sonhava que naquela época existiam tantas bandas ! Eu fui descobrir uma diversidade de bandas da década de 50, 60 e 70 que eu nem sonhava, naquela nossa época de Rock and Roll, que existiam ! A internet é fantástica neste quesito. Porém eu concordo com você. A pegada éra diferente mesmo. Éra na raça. Informações limitadas. Eu passei um bom tempo com um Tagima feita sobre encomenda. E olha que isso éra muito bom na época ! Bons tempos Serbão !
Mas agora você me deixou curioso. Conta logo este lance da “Sexy Lady”.
Abraço
Abraços
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 2:05 am
hehehehehehe… é o suspense! amanhã eu termino!
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 5:36 am
Definitivamente, és velho, Serba. Som Três!
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 10:13 am
Lulu Santos também escrevia na SomTrês. A revista Pop foi anterior à de Maurício Kubrusly e entre as duas teve a Rock, A História e a Glória/Jornal de Música (de Tárik de Souza, Ana Maria Bahiana, Ezequiel Neves, aquela turma). Ainda hoje tenho alguns fascículos, como o do (obrigatório) Pink Floyd, por exemplo.
Serbão,
Você se referiu a clips e não citou o Sábado Som, de Nélson Mota. Será ue só eu estou do lado de lá dos 40?
Aguardo ansioso o desfecho.
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 3:28 pm
Som Três!!!! acho que a gente não encontra exemplares nem em sebos…
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 3:30 pm
Anrafel, claro que lembro! e tinha o Rock Concert, tbem nas tardes de sábados. e segura essa: eu lembro do Big Boy falando sobre música nas edições de sábado do Jornal Hoje!!!
lembro de um quadro que ele apresentou dentro de uma banheira, falando sobre novos sons lançados nos EUA. pra fazer isso em 1972, tinha que ter culhão.
[Reply]
on Sep 3rd, 2008 at 9:01 pm
É verdade, Big Boy. Mr. Newton, como era mesmo o nome dele, falando de rock no Jornal Hoje (parece que foi Nélson Motta quem levou ele pra lá).
Em Ruy Barbosa, a 300 kilômetros daqui de Salvador, a rádio Mundial pegava bem que era uma beleza. E que beleza! MPB de primeira e umas coisas legais do pop. Todos os dias, à 6 da tarde, Big Boy disparava as novidades.
[Reply]
on Sep 4th, 2008 at 2:11 am
Serbonroll,
a Bizz conta? A primeira edição tinha uns adesivinhos tããão bonitinhos! :p
Bjs bjs
[Reply]
on Sep 4th, 2008 at 2:10 pm
Também estou ansiosamente a esperar o epílogo, Serbão.
[Reply]
on Sep 4th, 2008 at 9:19 pm
virá, Ramiro!!!!
[Reply]
on Sep 5th, 2008 at 12:12 pm
Serbon,
este teu relógio é mais lerdo que pernambucano, né?
Você prometeu a continuidade da história para ontem, dia 4. OU silenciou em homenagem ao aniversário de Cabeça Branca, co-autor da sua tão querida dança da manivela?
[Reply]
on Sep 5th, 2008 at 9:55 pm
hehehe - e a Bizz tinha os flex discs, uns disquinhos de plástico mole, e música mais mole ainda…
[Reply]