O pessoal reclama da crise, mas é lindo falar “Circuit Breaker!”
Bom nome pra quando eu tiver uma banda de rock heavy metal.
Não é nada, mas é bem melhor que ‘crise subprime’ ou ‘duplo twist carpado’…
Um blog d’O Pensador Selvagem | in moto perpetuo, produzindo inconscientes
O pessoal reclama da crise, mas é lindo falar “Circuit Breaker!”
Bom nome pra quando eu tiver uma banda de rock heavy metal.
Não é nada, mas é bem melhor que ‘crise subprime’ ou ‘duplo twist carpado’…
on Oct 18th, 2008 at 4:57 am
Acorda, Serbão! Porque hoje é sábado…
AMOR PRETÉRITO
by Ramiro Conceição
Por que Amor pretérito
voltaste tão belo em meu sonhar?
Foi por que comprei um carro azul,
uma carruagem que te levaria ao Sul?
Ou foi por que me enamorei
por Castro Alves
que me encantou com coisas belas?
Nunca toquei em teu cabelo,
mas quando olhavas
te acariciava
- qual pedra a cachoeira -
quando tu passavas…
No sonhar,
te beijava,
a perder uma costela,
tocava tua face qual o mar
um barco a vela;
teu olhar castanho,
castanhos dons da Terra,
dizia-me que existia:
não era quimera!
Porém sou racional e objetivo:
não há passadas primaveras.
(Mas, e se o Amor for o impossível?!).
AMOR FUTURO DO PRETÉRITO
by Ramiro Conceição
Ah…
se um dia a encontrasse
gostaria,
pois, entre as lamparinas
duma casa com janelas
utópicas ao mar, eu lhe diria:
“ Olhe,
veja,
aquela
estrela,
lá,
no horizonte
do além-mar…
É o sublime!
que se aproxima:
a você
que se destina.”
CIRCO MÁGICO
by Ramiro Conceição
Entre tropeços,
entre trapaças,
entre mil beijos,
costurei os pedaços
do meu espantalho…
Mas os pássaros
não têm medo!
Ao contrário,
fazem festas à volta
dos meus castanhos
cabelos…
É!…
Tornei-me palhaço
dum circo mágico!
Um recreio…
onde Picasso brinca,
encantando Portinari,
enquanto Einstein
lança pedrinhas ao tempo,
e Garrincha ri… ao vento,
pois deixou Van Gogh
a procurar um amarelo
de Pelé
no sonho de Pessoa
que calmamente dorme
até a hora da chegança
de Caeiro
- e seus carneiros -
a balir
poemas - de Goethe,
Poe, Rilke e Bandeira,
Whitman e Drummond… -
ao sublime do mundo!
Nietzsche… acaricia o bigode.
Shakepeare não mata ninguém,
porque D. Quixote virou o amor
de Camões que não é zarolho.
Marx penteia a barba e os cabelos…
Dostoiévski abrasa as batatas
que Machado, então, colheu.
Sócrates
cutuca Platão,
porque Freud
está feliz!…
Enquanto
Gibbs, Elomar e Bach,
Lennon&McCartney
preparam o cancioneiro
que, pela primeira vez,
Beethoven… irá ouvir.
BIGODES&BIGODUDAS
by Ramiro Conceição
Existem
bigodes
que gostam
de bigodudas
que gostam
de bigodes.
Porém
há bigodudas
que gostam
de bigodudas
e bigodes,
de bigodes.
Portanto,
entre bigodes
e bigodudas,
o jeito de amar
não se discute.
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on Oct 20th, 2008 at 8:51 am
errata: Shakespeare.
[Reply]
on Oct 20th, 2008 at 6:11 pm
Acertata:
“…Quando eu me declarava você ria
E no auge da minha agonia
Eu declamava xêiquispia …”
[Reply]
on Oct 20th, 2008 at 9:54 pm
Mas o duplo twist carpado é casado? Tem filhos?
Bjs bjs
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on Oct 21st, 2008 at 1:08 am
by raulzito!!!!
[Reply]
on Oct 21st, 2008 at 1:08 am
duplo twist carpado deve ser coisa de kassab…
[Reply]
on Oct 23rd, 2008 at 10:34 am
Ah, não! Nego e repilo. “Duplo twist carpado” é imbatível. “Subprime” também é bom, mas não combina com crise. Precisaria de melhor companhia, sei lá, tipo: “subprime retrovalvulado de segunda”, que é um excelente nome, por exemplo, para algum artefato petroquímico. Enfim, mas “duplo twist carpado” é imbatível, repito.
[Reply]