Não vou citar nomes, mas um jornalista especializado em Fórmula Um resolve lançar um livro. Aà em vez de usar as histórias que recolheu e presenciou, resolve ir pro copy and paste e na “googlada.”
E esbarra no que julga ser o furo de sua carreira: um diálogo entre a Ferrari e o Rubinho Barrichello, naquele episódio da marmelada no GP da Ãustria, que mandaram ele deixar o Michael Schumacher passar. E um jornal especializado em esporte engole a versão fazendo o maior fuzuê.
Segue o diálogo, que com um pouco de juÃzo crÃtico, dá pra ver que nao passa de uma tremenda brincadeira:
Legendas
VOZ 1 - Jean Todt, então chefe de equipe da Ferrari
VOZ 2 - Rubens Barrichello, piloto da Ferrari
KS - Karl Scheister , o procurador-chefe da Ferrari
VOZ 4 - Idely, mãe de Barrichello
InÃcio da conversa:
VOZ 1: Rubens, você está pilotando muito bem, otimamente, continue com o bom trabalho. Faltam 5 voltas, agora
VOZ 2: Obrigado, Jean. O carro está excelente, realmente muito bom hoje. Eu nem sei como agradecer a vocês. Diga a minha mãe que eu vou dar-lhe o melhor Dia das Mães da sua vida.
VOZ 1: É bom ouvir isso, Rubens. Ela está adorando assistir à corrida conosco. Eu irei passar para ela. Ela está muito orgulhosa! Ouça, você se importaria de desacelerar um pouco e deixar Michael ganhar?
VOZ 2: Obrigado por dizer a ela, Jean. Ela ficará tão feliz. Vocês são os melhores, simplesmente os melhores! [estática, intelegÃvel]
VOZ 1: Ah, nós também te admiramos, Rubens. Você tem sido de grande ajuda para a equipe. Michael também acha. Faltam 4 voltas agora. Ah, a distância de Michael ainda é de 3 segundos.
VOZ 2: Tá bom
VOZ 1: Ah, Rubens, acabamos de falar com Michael novamente. Ele diz que a distância ainda é de 3 segundos.
VOZ 2: Que ótimo! Nós teremos 1º e 2º! Obrigado, meu Deus! IncrÃvel! [sons de choro ouvidos pelo rádio]
VOZ 1: Tá bem, Rubens, faltam só 3 voltas agora. Nós precisamos fazer um ajuste na tática, garotão.
VOZ 2: [ainda chorando] Claro Jean! O que você disser! Como está o meu combustÃvel?
VOZ 1: Não se preocupe, o combustÃvel é suficiente. Ouça, só uma pequena mudança na tática. Nós queremos que Michael ganhe.
VOZ 2: (risos) Não me façam rir, gente, eu quase errei a freada na curva Lauda. Obrigado por quebrar a tensão. Eu aprecio isso. Vocês são os maiores!
VOZ 1: Ah, Rubens. Eu não estou brincando.
VOZ 2: [estática, intelegÃvel]
VOZ 1: Você me entende, Rubens?
VOZ 2: [mais estática, intelegÃvel]
VOZ 1: Rubens, a gente já passou por essa rotina antes. Não vamos passar por isso novamente.
VOZ 2: Sim, entendido. Eu achei que você tivesse me dito para me curvar e assumir a traseira de Michael de novo, seu sapo francês magrelo.
VOZ 1: Rubens, agora não seja assim. Faltam 2 voltas agora, ele está bonito.
VOZ 2: Não é justo! Ele já ganhou um zilhão de vezes, e eu só uma vez, e só porque vocês pagaram a Mercedes para usar aquela placa idiota e correr pela pista depois que o garoto Mickey se ferrou.
VOZ 1: Rubens, não tenho idéia do que você está falando. Eu tenho alguém que quer falar com você. É Karl Scheister, o procurador-chefe da nossa corporação.
KS: Oi, Rubens. Grande corrida!
VOZ 2: Se manda, seu incorporado doente [opa!]
KS: Você está terrÃvel, muito bem! Ouça, eu estou lendo o seu contrato agora Rubens, e eu cito, “considerando a parte primeira” - que é você, por acaso - “deveria ultrapassar o carro principal do grupo da parte segunda” - que somos nós, significando Michael e a Ferrari - “e recusar as ordens da equipe para corrigir a situação, a parte primeira estará sujeita a penalidades, o que inclui a perda total do salário…”
VOZ 2: Eu não ligo!
KS: “perda de direção…”
VOZ 2: Que seja!
KS: “…e a transferência de ‘Lulu’, canina mestiça pertencente à primeira parte e atualmente sob porte da segunda parte, para uma terceira parte inominada permanentemente”.
VOZ 2: Seus desgraçados!! Eu ainda vou levar essa para casa! Eu mereço essa vitória!!
VOZ 1: Rubens, eu tenho mais alguém que gostaria de conversar com você, falta 1 volta, cara. A pressão do combustÃvel está boa.
VOZ NÃO IDENTIFICADA 4: Rubens?
VOZ 2: Mãe?
VOZ 4: Rubens, eu estou com medo. Não consigo enxergar e não sei para onde eles me levaram. Meus pulsos doem! Deus me ajude! [sons abafados]
VOZ 2: Mãe? Mãe!! Seus desgraçados!! Seus doentes, doentes desgraçados!!
VOZ 1: Rubens, Michael está perguntando o que está demorando tanto. Falta 1 volta, cara.
VOZ 2: Está bem!! Está bem!! Vocês venceram!! Vocês venceram!! Só não machuquem a mamãe. E eu quero a Lulu de volta quando a temporada acabar.
VOZ 1: Sem problemas, cara. O Dia das Mães só ocorre uma vez por ano.
VOZ 2: Obrigado Deus… [sons de choro foram ouvidos]
VOZ 1: E um contrato é um contrato.
VOZ NÃO IDENTIFICADA 5: Uhhhhhuuuuu!!!!! Eu ganhei!! Eu ganhei!!
VOZ 1: Grande corrida, Rubens.
VOZ 2: Ah, calem a boca, seus tagarelas…
Fim da transmissão.







on Oct 27th, 2008 at 6:19 pm
Nossa, que loucura isso!!
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on Oct 28th, 2008 at 1:29 pm
ahahah.
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on Oct 30th, 2008 at 12:08 am
Serbao miguxo, desculpa o sumiço, eu fico esperando o blog antigo atualizar no googlereader
Passei aqui pra te perguntar se você é favor da prisão do ator e cantor Dado Dollabella. Obrigada !
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on Oct 31st, 2008 at 6:15 pm
Gerard Damiano morreu dia 27 deste.
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on Oct 31st, 2008 at 6:30 pm
Rapaz, pensei em escrever um post homenagem ao Damiano pelos serviços prestados!
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on Oct 31st, 2008 at 6:31 pm
oi Ana! claro, sou a favor do sumiço do Dadinho -
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on Oct 31st, 2008 at 6:32 pm
hehehehehehe - o cara acabou com a própria tiragem dos
livros.
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on Oct 31st, 2008 at 6:32 pm
Gugala, a gente pensa q já viu de tudo nesse mundo, aà aparece uma dessas….
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on Nov 1st, 2008 at 2:29 am
Serbão,acorde, acorde, acorde,
não durma, porque hoje é sábado…
MARÃTIMOS
by Ramiro Conceição
I. BOM TEMPO
Entre seres marÃtimos,
dancei nas celhas do vento,
do meio-dia ? ao Sol rebento.
Pois é, dancei com todos os piratas
e também com a canalha dos tempos…
O estranho era que, enquanto bailava,
toda a matula, a chorar, pedia perdão
a mim ? justo a mim! ?
que sou incapaz de me perdoar…
Quiçá por capricho do destino,
ao dormir na areia do desatino,
sempre fui desperto por Netuno
? trajado à maneira de um menino,
perfumado à maresia ? que me dizia:
“Por que, Poeta, corres tal risco de morte
de estar aqui, neste Mundo que mente,
que não muda, e que, verdadeiramente,
nunca soube o que é ser livre ou sorrir?â€
E pra Ele quase sempre sorri, a rir…
? A minha sorte talvez tenha sido
pensar-sentir, quase enlouquecido,
que sonhar é compreender o vento
da tempestade…e do BOM TEMPO!
II. OCEÂNICO
“O que fazer com o bem adquirido
a não ser entregá-lo ao mais querido?
Não é assim, se não se teme o fim?â€
“O que fazer com a riqueza conquistada
a não ser consagrá-la à Humanidade?
Não é assim, todo o existir além de si?â€
“ O que fazer com a ciência,
a não ser ensiná-la à inocência?
O que fazer com a consciência obtida
a não ser favorecer os favos da Vida?â€
Pois é, sempre foi assim
que, de dentro de mim,
me ensinou um Delfim.
III. ESQUADRA
“Amor,
veja quantos barcos ao Mar!â€
“Aquele…
é o navio-fantasma dos segredos.
Aquele outro…
é o cargueiro repleto de demônios.â€
“Amor… repare bem naquele, ali,
disfarçado com todas as bandeiras…
é o navio dos quintos dos infernos, sem diabo,
porém com todos os larápios do mundo.â€
“Amor, repare naquele outro, lá,
bem longe, perto do além-mar,
que parece uma jangada
pequenininha, ao vento…â€
? Aquele sem canhões, mas em rajada!?
“Sim, Amor,
aquele é o barco da Poesia partilhada!â€
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on Nov 1st, 2008 at 2:39 am
Serbão, deu pau! onde aparece “?†as vezes é “-â€(travessão).
[Reply]
on Nov 4th, 2008 at 1:10 am
CrÃvel.
[Reply]